da pedra
Se calhar toda a gente guarda sempre uma pedra no sapato que a cada passo que se dá nos lembra que ali está. Se calhar toda a gente tem, sei lá, uma gaveta por fechar, uma história de final apressado, um pé teimoso que não deixa fechar a porta do quintal.
Se calhar toda a gente tem uma pedra que se pode chamar Vítor ou outro nome qualquer e cuja memória morde a pele, rasga a pele mas que não é mais do que uma memória, quando muito uma sombra, um eco, eu sei lá.
Se calhar não há quem adormeça à noite e acorde de manhã com a mesma serenidade.
Se calhar querer coisa diferente é utopia, quem pode saber?
Se calhar toda a gente tem uma pedra que se pode chamar Vítor ou outro nome qualquer e cuja memória morde a pele, rasga a pele mas que não é mais do que uma memória, quando muito uma sombra, um eco, eu sei lá.
Se calhar não há quem adormeça à noite e acorde de manhã com a mesma serenidade.
Se calhar querer coisa diferente é utopia, quem pode saber?



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