Rosa, a púrpura guerreira

Aqui descansa a guerreira. A pele em chamas. O sangue rubro. Em carne viva.
Tudo o mais é folclore.

da casa

No momento preciso em que fecho a porta atrás de mim, começo a respirar. Uma respiração tão mais grata quanto chega após a longa apneia a que me voto fora deste meu castelo.
Aqui sou rainha, amazona, guerreira em descanso. Aqui olho-me no espelho e não vejo outra que não eu, mulher denunciada pelas olheiras das noites e dos dias, dos risos e dos sisos, "das manhas e das manhãs" diria a outra, a brasileira da canção.
Aqui sou o que sou, sem máscaras, armaduras, maquilhagem, circunstância.
Esta sou eu, de volta à casa.
 


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